O planejamento de turnos falha quase sempre pelo mesmo motivo: não por falta de talento do responsável, mas por ausência de processo. A escala é publicada tarde, as mudanças são geridas por canais informais e, quando chega a Inspeção do Trabalho, o registro de horário não coincide com a realidade do dia a dia. O Estatuto dos Trabalhadores (artigo 34) é claro quanto aos descansos mínimos entre jornadas e jornada máxima — mas, se a escala não é bem gerida, cumprir a lei torna-se complicado, ainda que ninguém queira descumpri-la.