Há setores no México onde a cortina nunca se fecha. Uma refinaria da Pemex, uma linha de fundição de vidro, uma planta automotiva com produção just-in-time, um hospital de terceiro nível, um centro de dados que hospeda serviços bancários: todos compartilham algo. Funcionam 168 horas por semana, os 365 dias do ano, sem pausa. Quando chega a reforma para passar a jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais, estas operações são as que enfrentam o problema mais espinhoso do país. Não é opinião, é aritmética pura. Aqui detalho o caso, com um cálculo de quadro de funcionários que a maioria das reportagens ignora.